Introdução
A redução da libido feminina é uma queixa constante, mas não representa uma doença única nem retém uma solução hormonal universal. O desejo sexual pode ser afetado por menopausa, pós-parto, amamentação, uso de anticoncepcionais, angústia durante a relação, secura vaginal, depressão, preocupação, estresse, conflitos no relacionamento, privação de sono, doenças crônicas e remédios, como alguns antidepressivos.
Deste modo, antes de buscar um “produto para aumentar a libido”, é preciso discernir a razão principal. Em algumas mulheres, o tratamento hormonal avanço a vontade de modo direta ou indireta; em algumas, hormônios não produzem proveito ou podem causar efeitos adversos. A indicação deve ser individualizada por ginecologista, endocrinologista ou outro profissional habilitado.
As opções hormonais mais discutidas adicionam estrogênios, testosterona, prasterona — também chamada de DHEA vaginal —, tibolona e, em situações específicas, tratamentos hormonais sistêmicos para a menopausa. Entretanto, nem sequer todos esses produtos são aprovados particularmente para cuidar miúdo desejo sexual, e a disponibilidade varia conforme o país, a formulação e as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
1. Estrogênios vaginais
Os estrogênios vaginais de baixa dose são uma das opções mais importantes pra mulheres pela menopausa que apresentam secura vaginal, ardor, irritação, angústia na penetração ou infecções urinárias recorrentes. Estes sintomas realizam quota da síndrome geniturinária da menopausa e são capazes de conter significativamente a libido, uma vez que tornam a atividade sexual desconfortável ou dolorosa.
Entre as apresentações existentes estão:
- cremes vaginais com estriol ou estradiol;
- óvulos ou comprimidos vaginais;
- anéis vaginais de liberação de estradiol;
- outras formulações combinadas, dependendo do mercado.
Esses produtos agem principalmente localmente, melhorando a espessura e a lubrificação dos tecidos vaginais. Seu efeito sobre a vontade é, em geral, indireto: ao conter a agonia e o desconforto, a mulher poderá recuperar o interesse sexual e a segurança ao longo da intimidade.
Os estrogênios vaginais não Quais são os suplementos mais recomendados por especialistas para equilibrar hormônios e melhorar a libido? considerados estimulantes sexuais imediatos. O consequência costuma apresentar-se após muitas semanas de uso regular, e algumas mulheres necessitam de manutenção prolongada. A absorção para a circulação é pequeno que a observada com estrogênios orais ou transdérmicos, porém não é necessariamente zero. Mulheres com histórico de câncer de mama, sangramento vaginal sem causa esclarecida, trombose ou outras condições específicas devem falar cuidadosamente o tratamento com seus médicos.
2. Terapia hormonal sistêmica da menopausa
A terapia hormonal da menopausa pode envolver estrogênio isolado, quando a mulher não detém útero, ou estrogênio filiado a progestagênio, no momento em que o útero está presente. As apresentações adicionam comprimidos, adesivos, géis, sprays e algumas formas transdérmicas.
A meta principal da terapia hormonal sistêmica é cuidar sintomas vasomotores, como ondas de calor e sudorese noturna, e também sintomas geniturinários e perda de característica de existência relacionados à deficiência estrogênica. Ela não deve ser prescrita somente como um “aumentador de libido”. Contudo, ao aperfeiçoar sono, humor, lubrificação, angústia e bem-estar geral, pode beneficiar indiretamente a vida sexual.
A indicação depende de idade, tempo desde a menopausa, sintomas, histórico familiar e pessoal, risco cardiovascular, traço de trombose e histórico de câncer. Nem sequer toda mulher exige reposição hormonal, e o tratamento necessita usar a pequeno dose competente pelo período adequado, com reavaliações periódicas.
A terapia hormonal sistêmica pode motivar sensibilidade mamária, sangramento irregular, retenção de líquidos, náusea, aflição de cabeça e transformações no humor. Dependendo da rodovia e do tipo de hormônio, bem como podes existir acrescentamento de risco de trombose, imprevisto vascular cerebral e outras complicações. A automedicação é especificamente perigosa.
3. Testosterona transdérmica
A testosterona é o hormônio mais estudado para o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo, popular na sigla HSDD, em mulheres após a menopausa. Este diagnóstico é feito no momento em que a diminuição persistente do desejo causa desgosto pessoal importante e não é explicada exclusivamente por problemas de relacionamento, depressão, medicamentos, doenças ou aflição sexual.
Diretrizes internacionais, incluindo recomendações de sociedades especializadas em saúde sexual feminina, admitem que a testosterona transdérmica talvez seja considerada em mulheres pós-menopáusicas com HSDD, depois de avaliação abrangente. Os estudos sugerem benefício modesto, com acrescento do desejo e, em alguns casos, superior periodicidade de pensamentos e atividades sexuais satisfatórias. O efeito não acontece em todas as pacientes e não costuma ser imediato.
Em vários países, inclusive no Brasil, não existe uma formulação de testosterona aprovada particularmente para mulheres. Por esse pretexto, alguns médicos utilizam, em ocorrências selecionadas, formulações transdérmicas originalmente construídas para homens, em doses extremamente pequenos e com acompanhamento exigente. Também existem produtos manipulados, no entanto a propriedade, a padronização e a precisão da dose conseguem diversificar. A manipulação não transforma automaticamente o item em seguro ou comprovadamente competente.
A estrada preferida, quando indicada, normalmente é transdérmica, usando gel ou creme em dose baixa. Pellets implantáveis, injeções intramusculares e doses elevadas são menos recomendados em razão de podem gerar níveis excessivos e complicados de controlar. A testosterona oral, especialmente alguns jeitos alquiladas, poderá causar toxicidade hepática e transformações desfavoráveis no colesterol.
Antes do começo, o profissional poderá solicitar testosterona total, globulina ligadora de hormônios sexuais e outros exames, e também avaliar fígado, perfil lipídico, risco cardiovascular e sinais de exagero de andrógenos. A testosterona total isolada não confirma HSDD, dado que não há um valor laboratorial único que defina falta da vontade.
Os possíveis efeitos adversos adicionam acne, oleosidade, acrescento de pelos, queda de cabelo no padrão androgenético, engrossamento da voz, acréscimo do clitóris, modificações de humor e transformação no perfil lipídico. O engrossamento da voz e o aumento do clitóris são capazes de ser irreversíveis. Se não houver melhoria clinicamente significativa depois de em torno de três a 6 meses, a sequência precisa ser reavaliada.
A mulher assim como necessita impedir contato da área tratada com crianças, parceiros ou animais, já que o hormônio pode ser transferido pela pele. Recomenda-se lavar as mãos após a aplicação, esperar a secagem completa e cobrir o local conforme orientação médica.
4. Prasterona ou DHEA vaginal
A prasterona, assim como chamada de deidroepiandrosterona ou DHEA, é um precursor hormonal utilizado em algumas apresentações vaginais para tratar atrofia vulvovaginal e dor no decorrer da ligação sexual. Localmente, ela podes ser convertida em estrogênios e androgênios nos tecidos vaginais.
O principal proveito esperado é a melhoria de secura, ardor, irritação e agonia pela penetração. Do mesmo modo acontece com o estrogênio vaginal, a recuperação do desejo tende a ser indireta. A prasterona não tem que ser confundida com suplementos de DHEA vendidos na web ou em lojas de produtos naturais. Esses suplementos apresentam particularidade modificável, não possuem a mesma comprovação clínica e são capazes de fornecer efeitos sistêmicos imprevisíveis.
A disponibilidade comercial da prasterona varia muito. Várias formulações são aprovadas em instituídos países, porém são capazes de não estar registradas ou amplamente disponíveis no Brasil. A prescrição precisa opinar histórico de câncer hormônio-dependente, sangramento vaginal, doenças hepáticas e outros fatores.
5. Tibolona
A tibolona é um esteroide sintético utilizado em alguns países pra sintomas da menopausa. No corpo humano, seus metabólitos apresentam atividades parelhos às de estrogênio, progesterona e androgênio, podendo melhorar ondas de calor, sintomas vaginais e, em outras mulheres, o interesse sexual.
Alguns estudos apontam possível proveito da tibolona sobre desejo, excitação e alegria sexual, contudo os resultados não são uniformes. Ela não é apropriada para todas as mulheres e detém contraindicações idênticos às de outros tratamentos hormonais da menopausa. Pode causar sangramento, dor mamária, acne, acrescento de pelos, variação do humor e modificações no perfil metabólico.
A tibolona não precisa ser utilizada por mulheres com câncer de mama atual ou prévio em muitas situações, sangramento genital sem investigação, doença hepática relevante, trombose ativa ou histórico de umas doenças cardiovasculares. A decisão precisa ser tomada em consulta, considerando os riscos individuais.
6. Anticoncepcionais hormonais e libido
Anticoncepcionais combinados ou contendo somente progestagênio não são produtos indicados especificamente para acrescentar a libido. Em muitas mulheres, eles conseguem aperfeiçoar a existência sexual ao restringir pânico de gravidez, dor associada à endometriose ou sangramentos intensos. Em outras, todavia, são capazes de apequenar a vontade, causar ressecamento ou alterar o humor.
A conexão entre anticoncepcionais e libido é complexa. O estrogênio pode ampliar a globulina ligadora de hormônios sexuais, reduzindo a fração livre de testosterona, porém o embate clínico varia bastante. Quando a queda do desejo começou depois do início de um procedimento contraceptivo, pode ser razoável discutir troca de formulação, alteração pra esquema não hormonal ou outra estratégia. Nunca se deve interromper um anticoncepcional sem avaliar o risco de gravidez e sem escolher uma escolha adequada.
7. Produtos não hormonais frequentemente confundidos com tratamentos hormonais
A despeito de a pergunta esteja relacionada aos produtos hormonais, é importante mencionar medicamentos não hormonais usados em alguns países pra HSDD. A flibanserina atua em neurotransmissores cerebrais e é utilizada em situações específicas de pequeno desejo em mulheres pré-menopáusicas. A bremelanotida é um remédio injetável de emprego perante demanda, bem como destinado a instituídos casos de HSDD pré-menopáusico. A disponibilidade e a aprovação regulatória desses produtos variam, e eles possuem contraindicações, efeitos adversos e limitações.
Lubrificantes à base de água ou silicone e hidratantes vaginais não são hormônios, no entanto conseguem ser relevantes quando há secura e agonia. Produtos com ácido hialurônico são capazes de socorrer algumas mulheres. Eles não tratam diretamente HSDD, entretanto podem tornar a relação sexual mais confortável.
Suplementos comercializados como “estimulantes femininos”, contendo maca, tribulus, ginseng, DHEA, fitoterápicos ou combinações secretas, não precisam ser considerados equivalentes à terapia hormonal. Muitos não possuem estudos clínicos robustos, são capazes de interagir com medicamentos e, em alguns casos, conter substâncias não declaradas.
8. Quem não tem que utilizar hormônios sem avaliação médica?
A avaliação é indispensável em mulheres com:
- sangramento vaginal inexplicado;
- câncer de mama, endométrio ou outro tumor hormônio-dependente;
- histórico de trombose, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral ou infarto;
- doença hepática significativa;
- gravidez ou suposição de gravidez;
- hipertensão não controlada;
- acne intensa, queda de cabelo sério ou excesso de pelos, no caso de testosterona;
- uso de medicamentos que são capazes de restringir a libido;
- depressão, aflição, trauma sexual ou problemas respeitáveis no relacionamento.
A presença de libido baixa não significa obrigatoriamente deficiência hormonal. Exames normais não invalidam a queixa, do mesmo modo um efeito hormonal pequeno isolado não justifica automaticamente reposição. O diagnóstico depende da história clínica e do choque do sintoma pela vida da mulher.
9. Como é feita uma avaliação adequada
A consulta tem que chegar começo e duração da queda do desejo, desejo espontâneo e responsivo, característica do relacionamento, agonia, lubrificação, orgasmo, sono, estresse, exercício de remédios, saúde mental, estágio menstrual e fase reprodutiva. Assim como pode incluir diagnóstico ginecológico e exames laboratoriais selecionados, como hemograma, função tireoidiana, glicemia, perfil lipídico, atividade hepática e avaliação hormonal no momento em que houver indicação.
O tratamento poderá combinar imensas estratégias: lubrificante, fisioterapia do assoalho pélvico, psicoterapia sexual, terapia de casal, tratamento de depressão ou amargura, ajuste de remédios, melhoria do sono, atividade física e terapia hormonal. A abordagem multimodal costuma ser mais eficaz do que simplesmente incluir um hormônio.
Conclusão
Entre os produtos hormonais disponíveis ou utilizados pela prática clínica, os estrogênios vaginais são especialmente úteis pra secura, agonia e sintomas geniturinários da menopausa. A terapia hormonal sistêmica pode aprimorar a atividade sexual indiretamente quando há sintomas menopausais significativas. A testosterona transdérmica exibe a evidência mais específica pra HSDD em mulheres pós-menopáusicas, todavia sua utilização necessita de diagnóstico exato, dose baixa, acompanhamento e atenção às limitações regulatórias. A prasterona vaginal e a tibolona conseguem ser escolhas em circunstâncias selecionadas, dependendo da disponibilidade e do perfil de risco.
Nenhum desses produtos deve ser comprado ou utilizado por conta própria, essencialmente testosterona, implantes hormonais, injetáveis e fórmulas manipuladas. O tratamento mais seguro é aquele que identifica a razão do defeito, institui objetivos realistas, acompanha efeitos e interrompe a terapia no momento em que não há privilégio. A libido feminina é influenciada por fatores biológicos, psicológicos e relacionais; desta maneira, o melhor consequência geralmente vem de uma avaliação integral, e não de um único produto hormonal.
